Ainda na Itália, fiquei mais de um mês pensando, analisando e
perguntando para Jaque qual seria o destino do nosso almejado festival de Metal
na Europa.
A princípio tinha escolhido o Sonisphere,
que é um famoso festival de verão que ocorre na Espanha. Teriam muitas bandas
conhecidas, Metallica, Slayer, Children of bodom, Paradise Lost,
entre outras. O critério sempre foi custo/benefício de acordo com as bandas que
tanto eu como a Jaque gostamos. Porém acontece que na Europa as opções são
muitas... lógico para todos os gostos e bolsos, é inevitável ficar em dúvida
pra escolher.
Para os europeus é meio óbvio ir no festival nacional, viajar para ver
shows só talvez para os mais aficionados.
Continuei pesquisando, Hellfest,
Download, Wacken devem estar entre os melhores, porém infelizmente os mais
caros.
Cheguei à conclusão de que o Metalfest
seria uma excelente opção, pois estariam tocando várias bandas que eu e a Jaque
gostamos (Kreator, Vader, Dark Tranquility, Megadeth,
Soulfly e outras).
Estávamos na Itália e o festival de Milão tinha sido transferido para
um lugar fechado... conversei com a Jaque e cheguei à conclusão de q indoor
por#* nenhuma! quero é mais ver lugar diferente e acampar mesmo! uahhahah
Então fiquei na dúvida em qual Metalfest ir, tínhamos 7 cidades
diferentes: 2 na Alemanha, Croacia,
Polonia, Austria, Suiça e Rep. checa.
Novamente muita pesquisa a respeito dos lugares. Acho q por preferir
lugares com beleza natural do que cidades enormes pesquisei mais a respeito da
Croacia – pois seria na praia, Rep. Checa e Polonia.
Só sei que no mesmo dia comprei os tickets pra Suiça, Roma, e Cracovia,
além de reservas de hostel e ingressos.
Nosso mochilão começou com Suiça (2 dias), Roma (3 dias) e de lá pra
(Polônia).
Ufa! dá trabalho até viajar folks! q chato... uahuahauhahaha
Chega de balela e vamo pra Polônia!
Essa é a companhia aerea low fare q pegamos – WIZZ.
Assim que chegamos em solo polonês pegamos uma van para Katowice, de
onde pegaríamos o trem para Krakow (Cracovia).
Quando chegamos na estação, não vi máquinas de venda de bilhetes automáticas então fui falar inglês com o pessoal da companhia, mas não me entenderam. Por sorte um rapaz que veio no mesmo ônibus do aeroporto para a estação viu a situação e me explicou o trem que deveria pegar, ele foi muito gente boa, comprou o bilhete pra mim. Polonês é uma língua completamente diferente, e o pessoal mais velho, acima de uns 35 ou 40 anos não fala inglês... Provavelmente devido à influencia comunista/soviética pré 1989.
Como o trem ia demorar um pouco resolvemos dar uma volta e procurar um mercado pra comprar um pão e almoçar.
Andamos e vimos que a cidade parecia ser legal, vimos várias imagens do papa Joao Paulo II.
Voltamos para estação depois de comprar a marmita e fui perguntar em que plataforma deveria pegar o trem.
Foi nesse momento que descobrimos que plataforma em polonês é peron... a estação estava em reforma, talvez em virtude da Eurocopa que iria acontecer em duas semanas. Em Katowice os letreiros informativos não são automatizados e acabamos não conseguindo achar exatamente o horário e a plataforma, é meio bagunçado para quem é de fora. Então tive que trocar de passagem e conseguimos achar o peron certo... na base da mímica o maquinista do trem disse que aquele era o certo, o problema era só a hora de saber pegar a conexão.
E para achar o maledetto trem nesse letreiro legal?!
O trem estava meio vazio, era de tarde, vi um rapaz jovem lendo um livro e perguntei se ele poderia me ajudar, sorte que ele falava inglês, ele também estava indo para Kakrow, sentamos perto dele para ficar esperto.
Sentamos e tentamos descansar um pouco.
Os trens na Polônia são bem lentos, mais devagar que na Itália, a questão de infraestrutura tem relação direta com o histórico político e com a II guerra no país.
Comecei a conversar com o carinha que estávamos seguindo e ele falou um pouco a respeito. Disse que antes dos maiores conflitos (II guerra e socialismo), a viagem que fizemos (Katowice – Krakow) levava cerca de uma hora e meia, o que atualmente leva três horas e meia.
As estações de trem um pouco antigas - fico imaginando no inverno, quando a temperatura chega a -25ºC/-30ºC!
Jaque dormindo no trem na Polônia.
Sim eu gosto de mostrar não só as fotos bonitinhas, e não é só a Jaque... uaheuh
podre.
Após trocar de trem na estação, viemos o resto da viagem conversando
com o rapaz, que ficou surpreso ao saber que somos brasileiros. Era um jovem
estudante de engenharia petrolífera, ele inclusive sabia do poderio e
conhecimentos do Brasil na área do petróleo.
Chegando em Krakow já se sente mais como nas cidades do oeste da Europa.
Aquela coisa mais capitalismo, shopping e etc.
A cidade tem uma estação de trem moderna e quando chegamos, não só na
estação como algumas partes da cidade, vimos algumas obras nos retoques finais para
receber a Eurocopa.
Galeria Krakowska (um shopping com todo tipo de loja, bem na saída da estação de trem)
A primeira impressão é de limpeza, organização e beleza. A arquitetura
e os prédios eram até então totalmente diferente do que eu já tinha visto na Itália.
Não aguentava mais ver igrejas na Itália e em Krakow isso estava sendo bem
diferente.
A Jaque agarrou uma melancia e levou para o hostel.
O hostel era excelente, banheiro bom, quarto bom, ventilado, cozinha,
internet, lugar pra deixar a mala, etc o melhor ainda foi o preço: 5 euros a
diária em quarto compartilhado. Record! o melhor hostel e o mais barato. Ai já
começamos bem na Polonia.
O hostel era em um casarão histórico, muito bonito.
Fomos dar uma volta pela cidade, fomos na Decathlon (que é uma das
lojas mais baratonas para comprar artigos esportivos na Europa), compramos um
saco de dormir para o festival, eu e a Jaque não quisemos pagar taxa para
trazer mala nos aviões, viemos só com a mala de mão.
No caminho merchan do festival =) e de outros shows pra coçar o bolso...
Compramos o saco de dormir e voltamos para o hostel susse.
Beleza, chega de ladainha, vamo, pega a barraca e direto pro trem!
Procurando o trem para Jaworzno com a camisa do Kreator, logo sou intimado
a entrar com saudações metaleiras. A galera começou a falar comigo em polish e
eu “I'm sorry I don't speak polish!” (eram uns piá bem novinho de td, de 17 a
20 anos, tudo metalero no ápice da idade de quebrar td! Uaehueahuaeh)
Assim que falei inglês todos eles só falavam em inglês. Um deles, Marcin,
me perguntou Pleasure to... ??
e eu respondi: meet you. E ele “noooo! Pleasure to KILL!” (KREATOR uaehuahuahuah).
Pronto viramos atração do vagão. “Brasiliszk!?? I don't believe!!” (uaheuhaeuhuaeh).
Conhecemos o Marcin, Oskar, Janek, Aleksander e Bartek. Todos muito gente
boa e curiosos sobre a gente, assim como estamos curiosos sobre eles também. =D
Foi memorável eles tinham vodka, jagermeister e afins. uaheuhauhaha
Conversamos um monte a viagem toda (que foi + ou – de 3 hs. mto massa).
Chegando, armamos a barraca e fomos com os piá no mercado. Fomos no Biedronka, o nome significa “joaninha”, eles disseram que é um com preços melhores na Polônia. Compramos cerveja, comida e já começamos a beber de leves... No caminho os piá avistaram uma menina cheia de sacolas e ofereceram ajuda, pronto! Fizemos mais uma amiga no caminho, a Monica, ficamos boa parte do tempo com ela depois disso.
No primeiro dia do festival, acordamos e logo encontramos o pessoal. Começaram
as primeiras bandas e os primeiros moshs.
O festival tava mto bem organizado. Som mto bom, dois palcos
excelentes. E o second stage com som igualmente de qualidade.
Second stage
Acompanhamos diversos show bons de bandas que não conheciamos. Os
poloneses agitam bastante.
Um dos shows principais da primeira noite era Blind Guardian. Fiquei
impressionado com o vocal, pois já tinha visto ele em Curitiba, mas nesse show
ele cantou bem melhor. Deve ser pq emagreceu uahuahuahuaha.
O show foi bem massa eles tocaram uma música do 1st cd, o q me deixou
alegre pq o 1st é o melhor no meu ponto de vista (mais rápido e sem frescura).
Blind Guardian
Em The Bard songs foi engraçado, todo mundo sentou e cantou junto. uhauhauha
Ao contrário de um monte de imbecil no Brasil, não tinha um monte de gente com máquina fotográfica e afins filmando a todo momento, o que ajuda mto a assistir o show... só uma foto ou outra.
Próximo show: Megadeth.
Já tinha visto eles 2x tb, no último em Curitiba não tinha achado taaao
massa, mas tava empolgado.
O show foi bom e o Mustaine tb... é massa que ele nem canta umas horas
só resmunga no microfone. auhauehuaeh mas ouvir Hangar18, Peace sells e Holy
wars é sempre bom.
Dia seguinte, o mais esperado pra mim, Vader, Soulfly, Kreator.
Nesse dia fizemos amizade com os vizinhos do acampamento. Novos amigos
Kacper, Maks, Justine e mais uma galera extremamente gente boa.
Encontramos nossos amigos do trem e conhecemos outros poloneses,
um dele encarnado em hockey... soh falava de hockey pra gnt e técnicas de dar
porrada no jogo. Eu falava alguma coisa e ele respondia "nooooo Baby Bruno" uahuehuaehuaehuae esse é o maluco:
Durante o segundo dia o pó era tanto e era uma galera se quebrando q
nossos narizes ficaram pretos.
Usamos a bandeira como filtro pra respira. iuauaehuaehuah
O próximo show foi do Acid Drinkers. Banda polonesa assim como o Vader
(não sabia que Vader era da Polônia até o pessoal me contar), thrash mto bom.
Acid Drinkers
Vader
Curtimos outras bandas no outro palco e fomos comer. Na volta, já de
noite, bandeira do Brasil no stage. Soulfly.
Max Cavalera é o cara. Ele agita demais a galera, sabe como por energia
no público e incitar fúria e empolgação na galera. O show intero a galera
pulando. A banda é pesada e o show fod#
Ele tocou Sepultura tb, mto bom... Troops of doom por exemplo, puro
thrash.
No fim ele ainda tira com a galera. Tão pronto pro Kreator agora?
auehuahahha
Demos um ar pegamo um cerveja e um ar pro pescoço. Kreator começou e eu
e a Jaque ficamos juntos soh curtindo o show. No Soulfly tava direto no mosh.
Deu umas 4 músicas e não adianta Kreator é mto bom, fui la pro meio de
novo.
Até a Jaque foi uma hora acho. uahuehauaehuhae
A gnt sempre se encontrava no canto. O show foi extremamente bom.
Petrozza tb ficava tirando a galera. Is this Poland??? Louder!!! uahuahuaha
agressive total.
Enfim não tem como comparar show de uma das bandas q vc mais gosta. Com
certeza foi o melhor.
Camping Vip, em frente ao Main stage.
Nosso camping
Foto especial para o Rubel. quando a Jaque viu a barba desse cara, lembramos dele...
Fomos pro camping descançar. Já tava deitado e o Maks me chamou pra
tomar umas. Tava meio frio e a Jaque não quis sair do saco de dormir. Fui
sozinho trocar ideia e beber com o pessoal. Foi engraçado... dei um monte de
risada, tinha um cara q sabia um monte de palavrão em português. auheuah
Dia seguinte o estrago da noite... um pia (Szymon) dormindo td zoado
com latinha amassada em cima. uaheuhuaeha
A galera tirando com ele e zoando e ele nem ai... dormindo na grama.
Ao lado do camping famílias pescando tranquilamente. Pois mesmo sendo
um festival com a galera bebendo td mundo respeita as regras. não podia garrafa
de vidro, a galera passava pra de plástico pra entrar no camping. banheiro químico
sempre com papel e limpo. td mto eficiente. a impressao que da é que no Brasil
que é tudo virado msmo...
Vocês devem estar pensando "que piá pinguço"... mas o álcool é cultural na Polônia, a vodka faz parte da história deles, inclusive, vodka boa de beber. Muitos deles, ao contar sobre a história do país, falaram sobre a comida, sobre o frio e sobre a vodka. Outra coisa interessante é que apesar da vodka, não vimos falta respeito em nenhum momento no festival. Inclusive, é bonito de ver como os jovens tem uma relação de respeito com as pessoas de idade e vice versa. Todas as pessoas "idosas" que encontramos no caminho ofereceram carona, queriam conversar. Não há um preconceito com o estilo de música que você ouve, parece que a cara deles diz: "nós entendemos vocês". O pessoal do supermercado estava super contente que estava tendo o festival e mostrava nas pratreleiras quais eram as promoções do dia, bem massa.
Provavelmente eramos os únicos brasileiros no festival, possivelmente os únicos sul-americanos... os estrangeiros que estavam em maioria eram alguns romenos, alguns ucranianos... a galera ficava surpresa quando falávamos de onde somos. Conversamos bastante com pessoas legais a respeito dos dois países e vimos que temos muitos pontos em comuns.
Desenhei o mapa do Brasil, expliquei da onde eu vim, como é
Curitiba, pq escolhi a Polonia, etc.
Eles me explicaram um pouco da historia da Polônia, pq disso e daquilo,
costumes (WODKA) e etc. Foi bem massa.
Passamos a tarde com a galera. Como eu e a Jaque eramos vagabundos
ficamos pra ultima noite de festival.
Moeda do festival
Tocaram várias bandas legais, mas a que queriamos ver perdemos!! Dark
Tranquility tocou no fim da tarde e eu e a Jaque estavamos dormindo... marcamo,
droga...
Dae tocou Fear Factory e WASP. Nem eu nem a Jaque conheciamos bem as
bandas.
Fear Factory deu a impressão q o defeito da banda é o vocal, o
instrumental é mto bom.
WASP é legal, é meio heavy metal classico, lembra KISS sei lá.
Dormimos e começamos a hora triste... arrumar td pra ir embora.








Que massa genteee!!!
ResponderExcluirSaudadesssssss!!!
Lu Boldt
saudade também guriaaa! Bom saber que alguém nos lê.. hehe
ExcluirMuito Massa Jaque!!!
ResponderExcluirInveja de vcs!!!
Parte da minha família vem da Polônia pelo lado do meu pai e o sobrenome antes de mudanças no Brasil era uma palavra polonesa... rsrsrs
Gabriel Kurzlop
Valeu pia!! A Polônia é realmente incrível!
ExcluirQue bom que curtiu!