quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Museu Auschwitz-Birkenau

Depois do festival, ideia que a princípio tivemos para ver grandes bandas que gostamos, mas que acabou como uma grande oportunidade para acampar com polish headbangers(!!!), tínhamos ainda dois dias para conhecer Krakov antes de pegar o avião e voltar para Dublino.

Tínhamos algumas coisas em mente, o carinha do trem (aquele que seguimos até chegar em Krakov) disse que não poderíamos deixar de ir para Salt Mine, que é uma senhoooora mina de sal, com esculturas, igreja, cafés e outras coisas. Então fica aqui a dica para quem tiver um pouco mais de sorte e tempo do que nós. 
Acabamos não indo, pois é necessário um dia todo para aproveitar. Quando fomos para Krakov, era uma ou duas semanas antes da Euro Copa, então as redondezas estavam transbordaaaando de turistas e, portanto, não tínhamos garantia de que haveria um espacinho para nós lá, já que geralmente as grandes empresas reservam com antecedência os horários.

Acabamos indo para algo mais mórbido, que também fica perto de Krakov, fomos para Auschwitz, o terrível campo de concentração que foi transformado em museu.

Como: Pegamos um ônibus de linha na rodoviária, que fica ao lado da estação central de trem. Não me recordo o número do ônibus, mas é só perguntar por Oswiecim, que é o nome em polonês do lugar.
Quanto: Pagamos 52 zlotz pela visita guiada, tarifa de estudante para duas pessoas que inclui visita guiada a Auschwitz e a Birkenau (levamos quase o dia todo com as duas visitas e a guia do museu era ótima) + 25 zlotz de transporte (se minhas anotações estão certas, não sei se pagamos 25 só para ir ou 25 no total para os dois ida e volta, não lembro ao certo). Não gastamos nada mais além de uma soda que o Brulindo comprou lá no museu, o passeio até tira o apetite para falar a verdade... comemos uma mirabel que tínhamos na mala e deu... 

Vimos que muitas agências oferecem exatamente o mesmo passeio, mas pelo dobro do preço (e x2 no nosso caso). Eles insistem que o museu é muito longe de Krakov e um monte de balelas... nós preferimos ir por conta, pois gostamos de ler linha por linha de todas as informações que tem em todos os museus, para fazer valer o passeio... geralmente quando vamos com outras pessoas, principalmente guias, eles têm outras preocupações e querem voltar logo embora... preferimos "ir simplesmente indo..."
Ainda assim ficamos com a impressão de ter sido um pouco rápido, pois optamos pela visita guiada do museu e estávamos em um grupo grande, um pouco disperso, o museu estava lotado de excursões... principalmente na primeira parte, de Auschwtiz, tinha muita gente. Mesmo assim consegui entender bem a guia, muito informativo. Se você opta por não pagar a visita guiada, você não vai à segunda parte, Birkenau, que são os prédios que foram construídos mais tarde.




Em Auschwitz, muitos prédios têm exibições com fotografias muito chocantes. Essas fotografias contam sem palavras o que aconteceu com pessoas, hoje anônimas, que comeram o pão que o diabo amassou. Há fotos chocantes com pessoas que sofreram diferentes tipos de experimentos, pessoas subnutridas, alguns sobreviventes daquelas condições...
A fotografia acima, segundo as informações, mostra uma senhora e algumas crianças logo após o desembarque em Birkenau. Como não estavam aptas ao trabalho, foram diretamente à câmara de gás. Não é possível dizer que estavam tranquilas, pois após tudo o que devem ter suportado nos longos dias de viagem, sem água, sem se alimentar, sem poder ir ao banheiro...
Mas, em suas mentes, talvez tenham acreditado no que lhes foi dito: de que antes de reencontrarem seus familiares, deveriam tomar um banho. O final dessa estória nós sabemos...


Há alguns cômodos com a concentração de uma parte dos todos os sapatos que foram encontrados nos campos Auschwitz e em Bikernau. É muito sapato.

A foto está ruim, mas dá para ter uma noção melhor do tamanho de um dos corredores e da quantidade de sapatos.

Prótestes, muletas e outros que os prisioneiros tiveram de abandonar na entrada.
Além disso, há partes chocantes como um imenso cômodo com uma grande quantidade de cabelo que foi cortado. O cabelo era utilizado para fazer roupas e outras coisas...

Essa outra parte preserva as malas que, assim como todos os pertences, deviam ser abandonadas logo na chegada

Dentro dessas malas haviam objetos variados, os prisioneiros estavam preparados para o pior. 
Nessa parte vemos utensilios de cozinha

Dieta diária dos prisioneiros: uma fatia de pão, uma porção de manteiga (ou gordura, não sei), uma porção de um tipo de mingau (o na panela preta eu não lembro o que era, mas nada que tenha grande valor nutricional). Nada mais do que isso por dia.

Em Auschwitz - uma das primeiras partes construídas, as janelas foram lacradas para que os prisioneiros não vissem os fuzilamentos que eram feitos nesse corredor na parte externa


Vagão de trem preservado em Birkenau

O detalhe dessa foto é a janela, não é possível imaginar passar mais de 8 dias nesse vagão lotado e sem qualquer condição sanitária, apenas com a comida que os prisioneiros traziam de casa, sem água.

Birkenau

Birkenau

Nessas ruínas ficava uma das câmaras de gás em que havia os tais chuveirinhos que são retratados em muitos filmes. Segundo a guia, tudo foi preservado desde que o campo foi descoberto.

"Alojamento" em Bikernau, a parte mais nova dos campos e as mais rústicas -30ºC lá fora = -30ºC lá dentro. Piso cimento batido, telhado precário. Quando o problema não era o tempo (o frio, a água que alagava o chão) eram os ratos que entravam para tentar comer algo.
Essa parte era habitada apenas por mulheres, os nazistas tinham ódio especial por elas, por acharem que elas eram responsáveis por gerar novas gerações de pessoas, para eles, "desprezíveis". Cada andar era dividido as vezes por até 20 pessoas, durante a noite algumas morriam.

Entrada de Auschwitz - "O trabalho liberta", a frase daria a falsa expectativa de que se o prisioneiro trabalhasse direitinho teria ainda alguma chance de sobreviver.


Esse esquema mostra como Auschwitz estava interligado aos outros campos de concentração. Pessoas de todos os outros lugares eram enviadas a Auschwitz


 

Foto com as tatuagens que era brutalmente feitas nos prisioneiros para poder identificar posteriormente os presos.


Alguns dos frascos de Zyklon B, inseticida utilizado nas câmaras de gás

Segundo a guia, na parte esquerda, atrás das árvores, um dos comandantes do campo de concentração viveu muitos anos em uma mansão com sua família. Não mais longe que 200 metros das atrocidades que via durante o dia, vivia com seus filhos e esposa.

Cerca elétrica


Banheiro em Birkenau - Essa é outra parte que choca profundamente
A guia explicou que a pia foi construída com saboneteira para que pudesse ser fotografa e nas propagandas ajudassem a refletir a segurança do lugar para onde as pessoas estavam sendo enviadas, mas a realidade, claramente, era outra. As pessoas só podiam ir ao banheiro no começo na manhã e no final da tarde, ficavam todas lado a lado e não tinham mais do que 10 segundos para fazer o que tinham de fazer.
Nesse momento muitos aproveitavam a oportunidade para tomar a água, pois não teriam outra oportunidade durante o dia todo. Alguns eram mortos enquanto tentavam entrar novamente na fila para usar a pia ou para usar novamente o banheiro.

Esse era o banheiro ou sei lá como posso chamar isso

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Como e porque fomos à Polônia


Ainda na Itália, fiquei mais de um mês pensando, analisando e perguntando para Jaque qual seria o destino do nosso almejado festival de Metal na Europa.
A princípio tinha escolhido o Sonisphere, que é um famoso festival de verão que ocorre na Espanha. Teriam muitas bandas conhecidas, Metallica, Slayer, Children of bodom, Paradise Lost, entre outras. O critério sempre foi custo/benefício de acordo com as bandas que tanto eu como a Jaque gostamos. Porém acontece que na Europa as opções são muitas... lógico para todos os gostos e bolsos, é inevitável ficar em dúvida pra escolher.
Para os europeus é meio óbvio ir no festival nacional, viajar para ver shows só talvez para os mais aficionados.
Continuei pesquisando, Hellfest, Download, Wacken devem estar entre os melhores, porém infelizmente os mais caros.
Cheguei à conclusão de que o Metalfest seria uma excelente opção, pois estariam tocando várias bandas que eu e a Jaque gostamos (Kreator, Vader, Dark Tranquility, Megadeth, Soulfly e outras).
Estávamos na Itália e o festival de Milão tinha sido transferido para um lugar fechado... conversei com a Jaque e cheguei à conclusão de q indoor por#* nenhuma! quero é mais ver lugar diferente e acampar mesmo! uahhahah
Então fiquei na dúvida em qual Metalfest ir, tínhamos 7 cidades diferentes:  2 na Alemanha, Croacia, Polonia, Austria, Suiça e Rep. checa.
Novamente muita pesquisa a respeito dos lugares. Acho q por preferir lugares com beleza natural do que cidades enormes pesquisei mais a respeito da Croacia – pois seria na praia, Rep. Checa e Polonia.

Só sei que no mesmo dia comprei os tickets pra Suiça, Roma, e Cracovia, além de reservas de hostel e ingressos.
Nosso mochilão começou com Suiça (2 dias), Roma (3 dias) e de lá pra (Polônia).
Ufa! dá trabalho até viajar folks! q chato... uahuahauhahaha

Chega de balela e vamo pra Polônia!

Essa é a companhia aerea low fare q pegamos – WIZZ.

Assim que chegamos em solo polonês pegamos uma van para Katowice, de onde pegaríamos o trem para Krakow (Cracovia).


Quando chegamos na estação, não vi máquinas de venda de bilhetes automáticas então fui falar inglês com o pessoal da companhia, mas não me entenderam. Por sorte um rapaz que veio no mesmo ônibus do aeroporto para a estação viu a situação e me explicou o trem que deveria pegar, ele foi muito gente boa, comprou o bilhete pra mim. Polonês é uma língua completamente diferente, e o pessoal mais velho, acima de uns 35 ou 40 anos não fala inglês... Provavelmente devido à influencia comunista/soviética pré 1989.

Como o trem ia demorar um pouco resolvemos dar uma volta e procurar um mercado pra comprar um pão e almoçar.
Andamos e vimos que a cidade parecia ser legal, vimos várias imagens do papa Joao Paulo II. 





Voltamos para estação depois de comprar a marmita e fui perguntar em que plataforma deveria pegar o trem.

Foi nesse momento que descobrimos que plataforma em polonês é peron... a estação estava em reforma, talvez em virtude da Eurocopa que iria acontecer em duas semanas. Em Katowice os letreiros informativos não são automatizados e acabamos não conseguindo achar exatamente o horário e a plataforma, é meio bagunçado para quem é de fora. Então tive que trocar de passagem e conseguimos achar o peron certo... na base da mímica o maquinista do trem disse que aquele era o certo, o problema era só a hora de saber pegar a conexão.

E para achar o maledetto trem nesse letreiro legal?!

O trem estava meio vazio, era de tarde, vi um rapaz jovem lendo um livro e perguntei se ele poderia me ajudar, sorte que ele falava inglês, ele também estava indo para Kakrow, sentamos perto dele para ficar esperto.
Sentamos e tentamos descansar um pouco.
Os trens na Polônia são bem lentos, mais devagar que na Itália, a questão de infraestrutura tem relação direta com o histórico político e com a II guerra no país.
Comecei a conversar com o carinha que estávamos seguindo e ele falou um pouco a respeito. Disse que antes dos maiores conflitos (II guerra e socialismo), a viagem que fizemos (Katowice – Krakow) levava cerca de uma hora e meia, o que atualmente leva três horas e meia.

As estações de trem um pouco antigas - fico imaginando no inverno, quando a temperatura chega a -25ºC/-30ºC!

Jaque dormindo no trem na Polônia.

Sim eu gosto de mostrar não só as fotos bonitinhas, e não é só a Jaque... uaheuh

podre.

  
Após trocar de trem na estação, viemos o resto da viagem conversando com o rapaz, que ficou surpreso ao saber que somos brasileiros. Era um jovem estudante de engenharia petrolífera, ele inclusive sabia do poderio e conhecimentos do Brasil na área do petróleo.
Chegando em Krakow já se sente mais como nas cidades do oeste da Europa. Aquela coisa mais capitalismo, shopping e etc.
A cidade tem uma estação de trem moderna e quando chegamos, não só na estação como algumas partes da cidade, vimos algumas obras nos retoques finais para receber a Eurocopa.

Galeria Krakowska (um shopping com todo tipo de loja, bem na saída da estação de trem)

A primeira impressão é de limpeza, organização e beleza. A arquitetura e os prédios eram até então totalmente diferente do que eu já tinha visto na Itália. Não aguentava mais ver igrejas na Itália e em Krakow isso estava sendo bem diferente.



 Fomos para o hostel depois de ir no Carrefour, o que é uma parte que eu acho que a Jaque escreveria mais que eu aqui pq ela adora ir no mercado e blablabla. Compramos muita coisa por muito menos que na Italia e muito muito menos que na Irlanda ainda.
A Jaque agarrou uma melancia e levou para o hostel.

O hostel era excelente, banheiro bom, quarto bom, ventilado, cozinha, internet, lugar pra deixar a mala, etc o melhor ainda foi o preço: 5 euros a diária em quarto compartilhado. Record! o melhor hostel e o mais barato. Ai já começamos bem na Polonia.


O hostel era em um casarão histórico, muito bonito.


Fomos dar uma volta pela cidade, fomos na Decathlon (que é uma das lojas mais baratonas para comprar artigos esportivos na Europa), compramos um saco de dormir para o festival, eu e a Jaque não quisemos pagar taxa para trazer mala nos aviões, viemos só com a mala de mão.
  
No caminho merchan do festival =) e de outros shows pra coçar o bolso...



Compramos o saco de dormir e voltamos para o hostel susse.
 Dia seguinte passeio por Krakow e departure a Jaworzno, a cidade do festival.
 O centro de Krakow é muito bonito, ficamos muito empolgados... lugar Bom, Bonito e Barato... (pelo menos para quem é de fora).

Beleza, chega de ladainha, vamo, pega a barraca e direto pro trem!

Procurando o trem para Jaworzno com a camisa do Kreator, logo sou intimado a entrar com saudações metaleiras. A galera começou a falar comigo em polish e eu “I'm sorry I don't speak polish!” (eram uns piá bem novinho de td, de 17 a 20 anos, tudo metalero no ápice da idade de quebrar td! Uaehueahuaeh)
Assim que falei inglês todos eles só falavam em inglês. Um deles, Marcin, me perguntou Pleasure to... ??
e eu respondi: meet you. E ele “noooo! Pleasure to KILL!” (KREATOR uaehuahuahuah).
Pronto viramos atração do vagão. “Brasiliszk!?? I don't believe!!” (uaheuhaeuhuaeh).
Conhecemos o Marcin, Oskar, Janek, Aleksander e Bartek. Todos muito gente boa e curiosos sobre a gente, assim como estamos curiosos sobre eles também. =D



Foi memorável eles tinham vodka, jagermeister e afins. uaheuhauhaha
Conversamos um monte a viagem toda (que foi + ou – de 3 hs. mto massa).

Chegando, armamos a barraca e fomos com os piá no mercado. Fomos no Biedronka, o nome significa “joaninha”, eles disseram que é um com preços melhores na Polônia. Compramos cerveja, comida e já começamos a beber de leves... No caminho os piá avistaram uma menina cheia de sacolas e ofereceram ajuda, pronto! Fizemos mais uma amiga no caminho, a Monica, ficamos boa parte do tempo com ela depois disso.





No primeiro dia do festival, acordamos e logo encontramos o pessoal. Começaram as primeiras bandas e os primeiros moshs.
O festival tava mto bem organizado. Som mto bom, dois palcos excelentes. E o second stage com som igualmente de qualidade.


Second stage

Acompanhamos diversos show bons de bandas que não conheciamos. Os poloneses agitam bastante.
Um dos shows principais da primeira noite era Blind Guardian. Fiquei impressionado com o vocal, pois já tinha visto ele em Curitiba, mas nesse show ele cantou bem melhor. Deve ser pq emagreceu uahuahuahuaha.
O show foi bem massa eles tocaram uma música do 1st cd, o q me deixou alegre pq o 1st é o melhor no meu ponto de vista (mais rápido e sem frescura).

Blind Guardian

Em The Bard songs foi engraçado, todo mundo sentou e cantou junto. uhauhauha

Ao contrário de um monte de imbecil no Brasil, não tinha um monte de gente com máquina fotográfica e afins filmando a todo momento, o que ajuda mto a assistir o show... só uma foto ou outra.


Próximo show: Megadeth.

Megadeth

Já tinha visto eles 2x tb, no último em Curitiba não tinha achado taaao massa, mas tava empolgado.
O show foi bom e o Mustaine tb... é massa que ele nem canta umas horas só resmunga no microfone. auhauehuaeh mas ouvir Hangar18, Peace sells e Holy wars é sempre bom.

Dia seguinte, o mais esperado pra mim, Vader, Soulfly, Kreator.
Nesse dia fizemos amizade com os vizinhos do acampamento. Novos amigos Kacper, Maks, Justine e mais uma galera extremamente gente boa.

Encontramos nossos amigos do trem e conhecemos outros poloneses, um dele encarnado em hockey... soh falava de hockey pra gnt e técnicas de dar porrada no jogo. Eu falava alguma coisa e ele respondia "nooooo Baby Bruno" uahuehuaehuaehuae esse é o maluco:


Durante o segundo dia o pó era tanto e era uma galera se quebrando q nossos narizes ficaram pretos.
Usamos a bandeira como filtro pra respira. iuauaehuaehuah



O próximo show foi do Acid Drinkers. Banda polonesa assim como o Vader (não sabia que Vader era da Polônia até o pessoal me contar), thrash mto bom.

Acid Drinkers

Vader


Curtimos outras bandas no outro palco e fomos comer. Na volta, já de noite, bandeira do Brasil no stage. Soulfly.


Max Cavalera é o cara. Ele agita demais a galera, sabe como por energia no público e incitar fúria e empolgação na galera. O show intero a galera pulando. A banda é pesada e o show fod#
Ele tocou Sepultura tb, mto bom... Troops of doom por exemplo, puro thrash.
No fim ele ainda tira com a galera. Tão pronto pro Kreator agora? auehuahahha

Demos um ar pegamo um cerveja e um ar pro pescoço. Kreator começou e eu e a Jaque ficamos juntos soh curtindo o show. No Soulfly tava direto no mosh.
Deu umas 4 músicas e não adianta Kreator é mto bom, fui la pro meio de novo.
Até a Jaque foi uma hora acho. uahuehauaehuhae

A gnt sempre se encontrava no canto. O show foi extremamente bom. Petrozza tb ficava tirando a galera. Is this Poland??? Louder!!! uahuahuaha agressive total.




Enfim não tem como comparar show de uma das bandas q vc mais gosta. Com certeza foi o melhor.

Camping Vip, em frente ao Main stage.

Nosso camping



Foto especial para o Rubel. quando a Jaque viu a barba desse cara, lembramos dele...

Fomos pro camping descançar. Já tava deitado e o Maks me chamou pra tomar umas. Tava meio frio e a Jaque não quis sair do saco de dormir. Fui sozinho trocar ideia e beber com o pessoal. Foi engraçado... dei um monte de risada, tinha um cara q sabia um monte de palavrão em português. auheuah


Dia seguinte o estrago da noite... um pia (Szymon) dormindo td zoado com latinha amassada em cima. uaheuhuaeha
A galera tirando com ele e zoando e ele nem ai... dormindo na grama.

Ao lado do camping famílias pescando tranquilamente. Pois mesmo sendo um festival com a galera bebendo td mundo respeita as regras. não podia garrafa de vidro, a galera passava pra de plástico pra entrar no camping. banheiro químico sempre com papel e limpo. td mto eficiente. a impressao que da é que no Brasil que é tudo virado msmo...

Vocês devem estar pensando "que piá pinguço"... mas o álcool é cultural na Polônia, a vodka faz parte da história deles, inclusive, vodka boa de beber. Muitos deles, ao contar sobre a história do país, falaram sobre a comida, sobre o frio e sobre a vodka. Outra coisa interessante é que apesar da vodka, não vimos falta respeito em nenhum momento no festival. Inclusive, é bonito de ver como os jovens tem uma relação de respeito com as pessoas de idade e vice versa. Todas as pessoas "idosas" que encontramos no caminho ofereceram carona, queriam conversar. Não há um preconceito com o estilo de música que você ouve, parece que a cara deles diz: "nós entendemos vocês". O pessoal do supermercado estava super contente que estava tendo o festival e mostrava nas pratreleiras quais eram as promoções do dia, bem massa.


Provavelmente eramos os únicos brasileiros no festival, possivelmente os únicos sul-americanos... os estrangeiros que estavam em maioria eram alguns romenos, alguns ucranianos... a galera ficava surpresa quando falávamos de onde somos. Conversamos bastante com pessoas legais a respeito dos dois países e vimos que temos muitos pontos em comuns.

Desenhei o mapa do Brasil, expliquei da onde eu vim, como é Curitiba, pq escolhi a Polonia, etc.

Eles me explicaram um pouco da historia da Polônia, pq disso e daquilo, costumes (WODKA) e etc. Foi bem massa.

Passamos a tarde com a galera. Como eu e a Jaque eramos vagabundos ficamos pra ultima noite de festival.



Moeda do festival

Tocaram várias bandas legais, mas a que queriamos ver perdemos!! Dark Tranquility tocou no fim da tarde e eu e a Jaque estavamos dormindo... marcamo, droga...
Dae tocou Fear Factory e WASP. Nem eu nem a Jaque conheciamos bem as bandas.
Fear Factory deu a impressão q o defeito da banda é o vocal, o instrumental é mto bom.
WASP é legal, é meio heavy metal classico, lembra KISS sei lá.

Dormimos e começamos a hora triste... arrumar td pra ir embora.